19 Aug 2008
CMDB – CONFIGURATION MANAGEMENT DATABASE
Sendo sintético: definir de forma clara e simples um CMDB não é uma tarefa fácil.
Alguns posts a respeito são enfáticos em dizer que um CMDB não pode ser construído conforme a ITIL preconiza. Não quero concordar nem discordar. Apenas relatar que uma iniciativa que pretende contruir uma base de dados relevante e ágil realmente pode consumir muito investimento (e talvez não alcançar os benefícios esperados).
A Wikipedia no artigo referente a CMDB tenta resumir uma definição a respeito em apenas duas porções: Introdução e propósito e na verdade não consegue. Mas então? Como eu posso resumir um CMDB?
Para responder a este questionamento vou tomar como base um material criado pela Evergreen entitulado “Nine Steps to Implement a Successful CMDB Project” que disponibilizo aqui para download.
Considere uma boa definição de um CMDB os seguintes itens:
- Trata-se de uma aplicação de suporte que propicie a visualização sobre o que há e como (se?) ocorrem interações entre os elementos de um parque tecnológico
- Deve monitorar e reportar os eventos de configuração
- Deve padronizar os componentes atribuindo uma identidade, propriedade e estruturação
- Deve reconhecer diversos tipos de componentes (CIs – Configuration Items) e seus relacionamentos a exemplo de: redes, servidores, softwares, arquivos etc.
Parece fazer bastante sentido o exposto acima? A mim ainda não. Então tentemos seguir por um jeito mais pragmático: exclusão de possibilidades.
O que um CMDB NÃO É:
- Uma base de dados complexa ou especialmente desenvolvida para esta finalidade
- Uma aplicação orientada a processo como Mudanças ou Liberações
- Apenas uma aplicação de monitoramento, apesar de incluir o gerenciamento de alguns tipos de eventos (isto me lembra Nagios, por que será?)
- Um software para controle de versão
- Um Catálogo de Serviços (apesar de que ambos devem usar a mesma estrutura de CI)
Ainda parece confusa a definição de um CMDB? Se sim, avalie a figura abaixo:
Parece ser claro que o CMDB deve fornecer informações às diversas disciplinas da ITIL com intuito lógico de municiar todas com dados que direcionem seus esforços no alcance de suas atribuições.
Antes de continuar, deixe-me comentar um pouco sobre o que é um CI (Configuration Items). A melhor definição de um CI em si é muito simples: “Determinado objeto ou elemento no ambiente de TI que seja gerenciável.” Um CI, por definição, está sob a Gerência de Mudanças. Um ciclo de vida de um CI pode ter vários estágios, e muito frequentemente é indefinida, em termos de tempo – ao contrário de um projeto ou incidentes, que são geridos principalmente em termos de progresso através da sua vida e último encerramento.
Assim exposto, faz sentido pensarmos em CI como uma vasta gama de possibilidades abrangendo desde o mais óbvio (desktop) até o nem tão óbvio (processador de uma máquina) não esquecendo é claro de impressoras, switches, aplicações (sim softwares) e afins.
Bem, a intenção deste post é despertar o interesse sobre esta função da Biblioteca ITIL e recomendar a avaliação de pelo menos uma ferramenta de mercado que pode ser utilizada de forma gratuíta por até um ano: o CMDB Discovery.
O CMDB Discovery tem uma concepção interessante já que ele foi desenvolvido a partir de duas iniciativas:
- Das necessidades que a Teclógica tinha em montar uma base de dados consistente sobre sua própria infra-estrutura de TI e de seus clientes
- Da minha necessidade em estudar a função e desenvolver uma monografia que pudesse ser implementada e transformada em algo palpável
Desta primeira iniciativa só tenho a recomendar: avalie o software e entenda como o CMDB pode auxiliar.
Da segunda, faça o download da minha monografia em Engenharia de Sistemas e saiba mais sobre a ITIL e a função CMDB.
Por fim, agradeço os feedbacks.

October 30th, 2008 at 1:57 pm
[...] uma integração flexÃvel com um CMDB (Configuration Management DataBase), é sem dúvida uma outra necessidade para garantir a devida coesão entre as gerências de [...]